sábado, 16 de Agosto de 2014

Oração pela Paz | PAPA FRANCISCO

Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!
Tentámos tantas vezes e durante tantos anos resolver os nossos conflitos com as nossas forças e também com as nossas armas; tantos momentos de hostilidade e escuridão; tanto sangue derramado; tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas... Mas os nossos esforços foram em vão. Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: «nunca mais à guerra»; «com a guerra, tudo fica destruído»! Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz. Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão. Mantende acesa em nós a chama da esperança para efectuar, com paciente perseverança, opções de diálogo e reconciliação, para que vença finalmente a paz. E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra! Senhor, desarmai a língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre «irmão», e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! Amen.

Maria como Mãe da nossa esperança

Ao venerar Maria, Rainha do Céu, dirigimo-nos a Ela como Mãe da Igreja na Coreia para Lhe pedir que nos ajude a ser fiéis à liberdade régia que recebemos no dia do Baptismo; que guie os nossos esforços por transformar o mundo segundo o plano de Deus; e que torne a Igreja neste país capaz de ser, de uma forma mais plena, fermento do Reino de Deus na sociedade coreana. Possam os cristãos desta nação ser uma força generosa de renovação espiritual em todas as esferas da sociedade; combatam o fascínio do materialismo que sufoca os autênticos valores espirituais e culturais e também o espírito de desenfreada competição que gera egoísmo e conflitos; rejeitem modelos económicos desumanos que criam novas formas de pobreza e marginalizam os trabalhadores, bem como a cultura da morte que desvaloriza a imagem de Deus, o Deus da vida, e viola a dignidade de cada homem, mulher e criança.
(da homilia do Papa Francisco 15ago.2014)

sábado, 9 de Agosto de 2014

Assunção de Nossa Senhora

No final da Constituição sobre a Igreja, o Concílio Vaticano II deixou-nos uma meditação belíssima sobre Maria Santíssima. Destaco apenas as expressões que se referem ao mistério que celebramos hoje. A primeira é esta: «A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha de culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha» (Cost. dogm. Lumen gentium, 59). Em seguida, perto do final do documento, encontramos esta expressão: «A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que há de se consumar no século futuro, assim também na terra brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor» (ibid., 68).

Acolher os refugiados

Como afirmou o Papa na homilia proferida na ilha de Lampedusa, em 8 de Julho do ano passado: «Ninguém se sente responsável por este drama. Perdemos o sentido da responsabilidade fraterna; caímos na atitude hipócrita do sacerdote e do levita de que fala Jesus na parábola do Bom Samaritano».
Nesta mesma homilia, o Santo Padre chega a falar da «globalização da indiferença». Com efeito, a atitude mais comum em relação àqueles que pedem asilo numa nação diferente da sua é uma atitude hostil. São vistos como alguém que vem competir com o trabalho de cada um, obter terras e bens públicos, como criminosos que atentam contra a segurança social. Tudo isto constitui um atentado contra os direitos dos refugiados. Se a hospitalidade representa sempre um valor profundamente humano que reconhece no outro um semelhante a atender e respeitar, muito mais ainda representa para o cristão: «Era estrangeiro e tu me acolheste» (Mt 25, 35). O cristão deve ver em cada refugiado outro Cristo, a ser acolhi-do e respeitado e ao qual devem ser prestados todos os auxílios de que necessita.

sábado, 2 de Agosto de 2014

Peregrinação dos Migrantes a Fátima a 12 e 13 de agosto

D. António Francisco dos Santos, bispo da diocese do Porto, irá presidir à peregrinação internacional de agosto ao Santuário de Fátima.
Com programa habitual das peregrinações, o início está marcado para as 18h30 do dia 12, na Capelinha das Aparições, com o acolhimento pelo bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, e a saudação pelo presidente da peregrinação.
“Perdoai-me, porque pequei” é o tema desta peregrinação, que habitualmente se carateriza pela presença do grande número de peregrinos que integram a Peregrinação dos Migrantes e Refugiados, uma organização da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), no contexto da 42.ª Semana Nacional de Migrações, a decorrer de 10 a 17 de agosto.